Pai permite filha de 12 anos ser abusada Sexualmente em troca de uma vaca no Sergipe.

Um caso de pedofilia veio à tona nesta quinta-feira (6) depois cerca de seis meses de abuso, desta vez a denúncia que chegou ao juiz Manoel Costa Neto, da comarca de São Cristóvão (SE), é que uma menina de 12 anos havia sido trocada por uma vaca. O caso aconteceu na sexta-feira (28), no mesmo dia membros do Conselho Tutelar foram à casa da garota, ela foi encaminhada para um abrigo provisório e o suspeito foi preso pela polícia.
“Na delegacia, os pais da menina contaram a versão de que eles haviam ganhado o animal como presente do comerciante de 55 anos que mantinha um relacionamento com a garota desde que ela tinha 11 anos. Todos sabiam que ele era casado e, inclusive, tem neta mais velha do que a vítima”, afirma o juiz.
Segundo o magistrado, os pais da adolescente permitiam que o comerciante fosse dormir com a menina na casa deles pelo menos uma vez por semana. Os pais dela doaram uma faixa de terra vizinha à casa da família para que o companheiro da menina construísse uma casa para que os encontros ficassem mais frequentes, até quatro vezes por semana. A nova residência foi erguida com três cômodos, mas a garota só ia até lá para ver o parceiro.
De origem humilde e corpo franzino, aparentando ter 10 anos, a menina chorou quando o comerciante foi preso, pois disse que gostava dele e ele prometeu que vai voltar para ela quando for solto.
“Acredito que ela estava encantada com a situação e até era incentivada pelos pais, talvez pela troca de presentes. Essa situação representa uma total ausência de pudor por parte do suspeito que tem um comportamento próprio de pedófilo, onde ele acredita que a idade mental dele é igual a da criança. Minha preocupação também é com as outras crianças que permanecem na casa desses pais irresponsáveis”, destaca o juiz Manoel Neto.
A polícia está investigando o caso de estupro de vulnerável e a parcela de culpa dos pais, pois eles também poderão ser punidos. “Infelizmente esse tipo de coisa é muito comum e apenas um caso entre 20 semelhantes chega ao conhecimento das autoridades. As pessoas precisam denunciar esse tipo de crime e as vítimas devem ter acesso ao acompanhamento psicológico necessário e isso só é possível com a denúncia que pode ser feita através do Disque 100 ou do 190 comum, o importante é não deixar que esse tipo de situação se prolongue”, ressalta o magistrado.